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BRASIL, Nordeste, TERESINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Bihari, Tonga
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Deixando que falem por mim – Parte 0001
Resposta àquele David Bowie:
“Os meus heróis morreram de overdose” (Cazuza)
- de medo...
Escrito por M.Ad. às 02h24
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"En las Cabezas"
É aquela história do “nada a perder”...
...afinal, eu já me perdi (de novo) mesmo...
...não que seja ruim...
Escrito por M.Ad. às 03h46
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Quando Natal e Ano Novo começam a se fazer presentes...
São poucas as horas como esta agora, tão sublimes. Uso a desculpa de que tenho que sair amanhã cedo – o que não deixa de ser verdade – para ficar em casa na sexta-feira à noite. Devia estar dormindo há um tempo, mas estou sem sono, como sempre... essa insônia ainda me mata... estou sozinha, fechada na minha concha, e pela primeira vez em algum tempo, eu gosto disso. Sumi para o mundo, vivo apenas para mim, e isso vem acontecendo há o quê?, umas três semanas? Mais, eu acho... tem momentos em minha vida em que eu mesma me basto, não que esses momentos sejam freqüentes, eles são bem raros, mas quando acontecem, são realmente magníficos. Como agora de noite, eu aqui sozinha, na frente do computador, atualizando meu estoque de conhecimentos – alguns úteis, outros nem tanto – para futuras conversas quando esse meu momento acabar e eu voltar a ser carente de atenção, ou seja, quando eu voltar ao normal. Olha aí a contradição, eu estou dizendo que estou me bastando, ao mesmo tempo em que me preocupo com o que vai acontecer quando este momento acabar, o que, pelos meus cálculos, não está muito distante, acho que em dois ou três dias eu estarei de novo me submetendo a coisas que eu realmente não gosto. Mas fazer o quê?, é o mal de se viver em sociedade, ninguém faz só o que quer, a gente tem de se adequar ao grande oceano, uma gotinha não faz diferença. Se uma pequena gotinha resolve se revoltar e quiser ir em sentido contrário às outras, ela acaba indo de encontro à um paredão de gotinhas e... ok, esqueçamos as gotinhas, isso me lembra aquele boneco das campanhas de vacinação, uma aberração cujo nome, afinal, não podia ser outro a não ser “Zé”... é que a gente vai chegando perto do Natal, as lojas começam a se enfeitar para a tal da “festa mais bonita do ano”, o que eu discordo veementemente, acho o Natal uma festa vinda diretamente dos infernos para atormentar a nós, pobres mortais que nem temos tanta vergonha assim dos nossos pecados, mas, vá lá, o povo bate tanto nessa tecla que se torna impossível a gente não se sentir pelo menos um pouquinho triste. Ora, palhaçada, como é que querem nos convencer de que o Natal é lindo se tudo o que fazem é nos lembrar o quanto de pobres existem no mundo e o quanto a gente tem sorte! Que bosta, eu não quero saber de pobres, eu quero apenas ficar em paz, ganhar o presente que eu escolhi e comer sossegadamente o meu peru... (hihihihihihihihi...) Aí vem o ano-novo, onde todo mundo promete que vai mudar de vida, enquanto houver próximo ano, haverá um mané querendo mudar de vida e fazer promessas. Tradicionalmente, promessa de ano-novo acaba no dia 03 de janeiro, quando a ressaca acaba, o mané grita “eu prometo que esse ano eu vou mudar, vou parar de beber!”, todo mundo ouve, aí, no dia seguinte, o amigo encontra o cara no bar e pergunta “ué, Fulano, tu não ia parar de beber?”, e o tal Fulano se espanta: “Eu?? Parar de beber?? Nunca! Eu devia estar bêbado quando falei aquilo!”, e por aí vai, aliás, já é tarde e eu tenho que ir dormir, amanhã eu tenho que acordar cedo... não falei que era verdade??
Escrito por M.Ad. às 00h20
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(sem título)
Eu vejo que as pessoa são, única e simplesmente aquilo que elas querem que os outros pensem que elas são... complexo? Eu diria que é mais simples do que se imagina. Somos todos uns personagens buscando um pouco de luz nesse palco tão concorrido. Apesar do que possa parecer, eu não desprezo a humanidade, só estou começando a aprender a lidar com gente. Pode-se notar a diferença quando, por exemplo, meus personagens favoritos em séries de TV deixaram de ser o povo de “Friends” e passaram a ser Dr. House (House) e Gil Grisson (C.S.I.) – quem assistir alguma dessas séries pode entender melhor o que eu estou dizendo (porém Seinfield continua sendo “the king”1). E quanto à minha (ex) nova melhor amiga, uma boneca que consistia em um pé de meia com olhos de botão madrepérola chamada Mary Matoso, bem, ela se apaixonou por um sapato velho e sem sola e se foi junto com ele... não era tão humana, aquela pobre pessoa... mas no final, foi melhor assim, a pobre MM não sabia formular uma frase coerente e concordava com tudo o que eu dizia... ou seja, ela não preenchia meus requisitos para amigo, teria que trocá-la mais cedo ou mais tarde... o engraçado foi ouvir um dia desses que eu era uma menina de ouro, sendo que a minha resposta foi “ah é? Que bom,assim posso me vender e faturar no mercado negro!” (fechei a porta)... teria valor caso o autor de tal comentário, o da menina de ouro, não fosse chegado a superlativos... aliás, elogios não me sensibilizam mais. E eu tirei as galochas!
Outro Eu: (lendo uma revista) ótimo, então agora você é apenas chata... e bota chata nisso...
Escrito por M.Ad. às 00h36
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Sobre a tal da “pessoa humana” que tanto falam...
Me peguei com (mais uma) mania irritante, que é a de corrigir as pessoas quando falam errado. Às vezes me pego sendo inconveniente, às vezes consigo me controlar a tempo de não cometer um deslize sério. Mas é que meus ouvidos se sentem pessoalmente ofendidos quando crimes lingüísticos banais são cometidos, com as “quinhentas gramas” de presunto, ou mesmo se tem algo “para mim fazer” daqui a pouco... uma das minhas piores irritações, no entanto, tem sido com aquela expressão tão conhecida, principalmente em tempos eleitorais, que é a tal “pessoa humana”. Afinal, pensava eu, pessoa só pode ser humana, certo? Errado! E é aí que entra toda a minha indignação com as “pessoas”, humanas ou não... na grande maioria, não o são... a humanidade é burra, fato. As pessoas nunca foram tão estúpidas (ao meu ver) como nos últimos tempos. E eis aí a causa da minha angústia recente... Não me refiro aos grandes acontecimentos, como poluição, destruição da camada de ozônio, privatização da floresta amazônica, essas coisas tão distantes. Isso é coisa para gente grande pensar. Eu, recolhendo-me à insignificância, falo mesmo das questões do dia-a-dia. Coisinhas do cotidiano. O hoje, o amanhã,o vizinho, o colega de trabalho, o irmão, o tio, o motorista do táxi, o travesti (não me perguntem o que o travesti faz aqui...), etc, etc. Falo de como o egoísmo atrapalha as relações. De como as pessoas cometem erros boçais pelo prazer imediato. De como as pessoas são capazes de troca grandes amizades por uma satisfação finita. Sim, o valor das relações está cada vez menor! Tem tanta gente no mundo que, das duas, uma: ou inflacionou o mercado dos relacionamentos e está cada vez mais difícil conseguir algo verdadeiro, ou a oferta é grande, o preço caiu e tudo virou uma grande orgia! Ora, hoje se tem um melhor amigo, amanhã um outro, amanhã, olha!, não sabia que fulaninho era tão parecido comigo!, e desse oba-oba pouco sobra de realmente aproveitável. Hoje as pessoas são sempre vítimas de circunstâncias e se esquecem que são responsáveis pelos seus atos. Pelo menos foi assim que eu aprendi que era o mundo adulto, e não me corrijam se eu estiver errada... vejo o dia em que o bate-papo começará assim: “oi, quer ser meu amigo?”, “quero!”, “ok, preencha esta ficha, por favor... iiiih, desculpa, não vai dar, você cursa matemática e eu não quero ter um amigo que cursa matemática, deus me livre, tenho traumas demais com números!”, “mas eu gosto de surfe, rock e...”, “sorry, honey, matemática é contra meus princípios”, “mas você é amiga do cicrano, que estuda filosofia!”, “mas ele tem um carro com ar condicionado...”. Não que isso não aconteça em tempos de orkut, por exemplo, ou que gente interesseira nunca tenha existido, mas é que agora está demais, cada dia uma decepção a mais. É o mito da “pessoa humana”, animal em extinção. Ah, se as pessoas não fossem tão burras, saberiam que o mundo dá voltas, que um amigo verdadeiro vale mais que mil saídas/transas/farras, que confiança só se perde uma vez, que um dia da caça, outro do caçador, putz, a História está aí para provar que o mundo é uma grande bola cheia de clichês! Mas é assim mesmo, o narcisismo impera e as pessoas cada vez mais se afastam da humanidade. Boçais! Eu desisto do mundo! Desisto das pessoas! Vou agora mesmo fazer uns bonecos de meia...
Escrito por M.Ad. às 23h26
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